
Itapetinga já está pagando o preço da irresponsabilidade de um gestão que está perdida diante dos efeitos de um vírus que vem afetando duramente a população. Afrouxar regras e discurso de cidade referência no combate ao covid-19, são algumas das falas desconectas do prefeito Rodrigo Hagge (MDB), para dar uma falsa aparência de cidade modelo.
Com isso, a população acabou relaxando e o que se viu foi uma sucessão de descumprimentos de regras. Bares, lanchonetes e restaurantes lotados, e os números de casos confirmados só aumentando. O alerta acendeu na mesma proporção em que os últimos casos confirmados da Covid-19 foram registrados no município.
Em menos de uma semana os números mais que dobraram, saindo de 10 para 25. O caso mais recente de vítima fatal, aconteceu na madrugada desta quinta-feira (04), onde uma idosa de 67 anos sentiu vários sintomas, inclusive dificuldade para respirar. Transferida para Conquista, ela não resistiu e veio a óbito. Também nesta quinta-feira, foram testados positivos, três homens e uma mulher, elevando os casos confirmados para 25. Até o momento, Itapetinga tem 216 casos monitorados, 14 suspeitos e 3 óbitos.
O referido gabinete de crise vem tomando medidas pífias, e o Hospital de campanha, amplamente divulgado pela gestão, ainda não saiu do papel, mesmo com estrutura pronta da UBS. Somente agora o prefeito resolveu baixar um decreto endurecendo as regras de funcionamento para bares, lanchonetes, restaurantes e similares, que serão fechados a partir da publicação do decreto.
Com tantos recursos disponíveis nos cofres da prefeitura, o prefeito não adquiriu lotes de testes rápidos. Enquanto os municípios da região vêm testando sua população, Itapetinga não tem planos para realizar esta ação.
Será que o prefeito não quer testar a população, porque teme que os números subam substancialmente? Será que o discurso de cidade referência para o mundo no combate ao covid-19 vai continuar?
Por Wagner Ribeiro