A dificuldade para conseguir marcar consultas e exames provoca muitas reclamações na secretaria municipal de saúde de Itapetinga. Filas enormes se formam ao longo da madrugada para a distribuição de senhas e mesmo quem passa a noite na fila não tem a garantia de que vai conseguir marcar um atendimento.
Mesmo com a mudança de endereço do CDM para a avenida Itabuna, ponto certo, não sanou o grande problema enfrentado pelo população, a conhecida “FILA DA MORTE”. Uma cidadã indignada com a saúde do município, indagou o secretário Danilo Patês sobre a forma de atendimento de alguns funcionários do PSF do Américo Nogueira para com os pacientes daquela localidade. Os moradores já fizeram um abaixo-assinado, demonstrando a situação de mau atendimento aos pacientes.
Ainda de acordo a paciente, a desorganização na saúde está tão grande, que ela foi marcar um preventivo e saiu com outro procedimento. “Eu passei a noite toda na porta da unidade para conseguir uma ficha, e quando finalmente fui atendida, a funcionária marcou o pedido errado. Ao chegar na clínica para fazer uma “transvaginal”, na solicitação estava ‘ABDOME TOTAL’. Isso é um absurdo, passei a noite toda na porta da PSF por nada. Além do mau atendimento, marcam exame errado”, desabafou a paciente.

Ao indagar o secretário em uma emissora de rádio, o mesmo insensível, disse para senhora voltar ao CDM e remarcar a consulta, quando ele ( Danilo Patês) DEVERIA ligar para o responsável e resolver a situação pessoalmente. A paciente informou ao secretário que não iria voltar para marcar o exame, pois não queria passar por toda aquela humilhação. “Eu tive que tirar um dinheiro que estava comprometido para outra finalidade para pagar o exame particular”, completou.
A saúde de Itapetinga literalmente não atende de fato aqueles que precisam. Os pobres, aqueles que realmente precisam, os que não podem pagar planos e seguros, são as únicas vítimas da iniqüidade desta gestão, completamente alheios ao sofrimento da população, torrando dinheiro com SUPER CONTRATOS, alguns sem a menor lógica. Falta vontade política para resolver o problema.
Por Wagner Ribeiro