ABSURDO: SECRETARIA DE SAÚDE DE ITAPETINGA DESOBEDECE O PRÓPRIO DECRETO DO GESTOR E MANTÉM POSTOS DE SAÚDE FECHADOS POR DOIS DIAS
A prefeitura de Itapetinga, Sudoeste da Bahia, conseguiu realizar um fato inédito e totalmente descabido quando emitiu o decreto municipal, datado de 11/06/20. O decreto tinha como finalidade suspender as atividades comerciais da tarde do dia 13 ao dia 16 de junho.
Porém, apenas os estabelecimentos que oferecem serviços essenciais, como farmácias, serviços de saúde, postos de combustível e lojas de gêneros alimentícios poderiam manter o atendimento ao público. Só quê, para quem procurou atendimento nos postos de saúde nesta segunda (15) e terça-feira (16) deu com a “cara na porta”. Veja o decreto:

“Eu fui no PSF do bairro primavera e não encontrei atendimento, estava tudo fechado. Pra mim, posto de saúde é serviço essencial, por isso fui procurar atendimento”, disse a moradora.
Em um áudio que circula nos grupos de whatsapp, um senhor lamenta a falta de atendimento. “Hoje eu peguei meu neto, coloquei no carro e levei no posto Arnaldo Teixeira, que fica no Residencial 12 de Dezembro, cheguei lá tudo fechado, não tinha ninguém, somente o vigia, que não soube orientar nada “ciotado,” não tá na alçada dele, voltei, passei na Secretaria de Saúde, a mesma coisa, você não encontra ninguém”, relatou o cidadão que levou seu neto para a uma unidade de saúde para fazer um teste do coronavírus.
“Eu fui hoje no PSF Orfísia Andrade, no São Francisco, para medir minha temperatura, e o local estava fechado”, destacou outro cidadão morador do Ponto Certo.
Lembrando que no decreto municipal apenas os estabelecimentos que oferecem serviços essenciais, como farmácias, serviços de saúde, postos de combustível e lojas de gêneros alimentícios poderiam manter o atendimento ao público.
Se o serviço de saúde é essencial, a pergunta é: porque os PSFs ficaram fechados nesta segunda e terça-feira? Tudo indica que a própria prefeitura DESOBEDECEU o decreto do GESTOR MUNICIPAL. Se a prefeitura desobedece o próprio decreto, o que será do nosso povo!
Por Wagner Ribeiro









