Até o início de abril, prazo final para desincompatibilização do cargo de primeiro escalão, os secretários municipais Eliene Portela da Cultura, Esporte e Lazer; Luciano Oliveira, do Transporte e Alex Dutra do SAAE, deverão entregar seus cargos. Carlão e Wildeberg Rodrigues, administradores do Distrito de Bandeira do Colônia e Palmares, só no final do mês de junho, porque eles estarão colocando seus nomes para apreciação popular.
Dentro do MDB é certo que três cadeiras estarão garantidas, mesma quantidade da eleição de 2016, quando elegeu o atual prefeito.
Nos bastidores políticos, o prefeito Rodrigo Hagge (MDB) e seu avô Michel Hagge (MDB) começaram a sinalizar para as pessoas mais próximas as suas preferências, pois não mais querem passar por situações vividas com os atuais vereadores do partido.
A exemplo do vereador Tarugão (MDB), que quando era presidente, deixou a Câmara Municipal fechada no dia em que o presidente do MDB, Sr Michel Hagge, havia marcado um encontro com os filiados, e ao chegar no recinto, deu de cara com a porta fechada, sendo necessária a interferência de outras pessoas para abertura do plenário.
Dias depois em um velório ao tentar se reaproximar de Michel Hagge, Tarugao ficou com a mão estendida, pois este não fez questão de cumprimenta-lo. E agora no final do ano o prefeito Rodrigo Hagge teve que contar com apoio de vereadores de oposição para aprovação de um dos seus projetos, pois os vereadores do seu partido abandonaram a sessão, inclusive o fato foi narrado pelo vice-presidente Alberto Barbosa (PP), chamando Tarugao de “covarde”.
De acordo fontes ligadas aos Hagges, Eliene Portela, Carlão e Luciano Almeida, são pessoas muito próximas e fiéis ao grupo, por isso, Michel e Rodrigo sinalizam suas preferências nessas pessoas.



Inclusive existe informações de bastidores que o prefeito deve orientar os servidores do CDM a não darem preferências aos pedidos do vereador Tarugão, que segundo fontes, pode ter indicado pessoas para ocuparem cargos no órgão, e com isso, possivelmente se beneficiar politicamente.
Por conta dessa prática, a política de atendimento coletivo ao público pode ser prejudicada, arranhando a imagem do prefeito, que acaba levando o título de pior “gestor para saúde pública”.
Segundo informações, o secretário Hugo Cunha, será orientado também nesse sentido.
Por Wagner Ribeiro
