HOMEM SUSPEITO DE MANTER FAMÍLIA EM CÁRCERE PRIVADO POR 17 ANOS NO RIO DE JANEIRO, É NATURAL DE ITAPETINGA

Luiz Antonio Santos Silva foi preso por manter a família em cárcere privado — Foto: Reprodução

Com ajuda de uma fonte, o ‘Fala Livre’ descobriu que o homem que mateve a família em cárcere privado por 17 anos em Guaratiba, é um Itapetinguense. Trata-se de Luiz Antônio Santos Silva, que morava no bairro São Francisco de Assis. O caso ganhou repercusão nacional, após a polícia prender o agressor.

Quem morou no bairro na década de 80, ou estudou no Colégio Manoel Novais, nas proximidades da praça Zilda Ribeiro, certemante cruzou com ele, na época. Luiz Antônio, era sobrinho de Izauto, falecido há alguns anos. Leia mais…

O homem que cometeu essa atrocidade com toda família, saiu ainda muito jovem para morar em  Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde tudo aconteceu. Confira a matéria do G1:

A denúncia de que um homem mantinha, havia 17 anos, a mulher e os dois filhos em cárcere privado trouxe à tona ainda mais traços de horror do que o que podia ser imaginado pelos vizinhos. A música alta que homem colocava e que lhe rendeu o apelido de DJ não era um gosto, mas uma forma de abafar gritos de socorro das vítimas, que viviam acorrentadas.

Adultos subnutridos com aparência de crianças e gritos de socorro abafados por som alto: o que se sabe sobre a família mantida em cárcere por 17 anos — Foto: Reprodução

Quem vivia na casa?

Viviam na casa o agressor, Luiz Antônio Santos Silva, conhecido como DJ; a mulher dele; e dois filhos, de 19 e 22 anos. As identidades das vítimas não foram divulgadas.

Os filhos têm 19 e 22 anos, mas, segundo vizinhos, aparentam ter cerca de 10 anos por causa da desnutrição.

“Chorei quando eu a vi saindo. Você olhava e dava uns 8 anos para ela”, disse uma vizinha que não quis ser identificada.

Mulher mantida em cárcere por 17 anos disse que família chegava a ficar até 3 dias sem comer.

Quem é o agressor e como ele foi preso?

O homem foi identificado como Luiz Antônio Santos Silva. Policiais militares foram até a casa após uma denúncia anônima. O agressor foi preso por agentes do 27º BPM e vai responder por sequestro ou cárcere privado; vias de fato; maus-tratos e crime de tortura. A 43ª DP vai investigar o caso.

Segundo os policiais que libertaram as vítimas, a principal preocupação no momento do resgate foi oferecer atendimento médico. “A situação era estarrecedora”, resumiu o policial militar que prestou socorro.

Casa onde a família foi encontrada — Foto: Reprodução

“Os policiais que primeiro chegaram aqui encontraram essas crianças realmente amarradas. Posteriormente, eu cheguei e vi que elas estavam sujas, subnutridas. Então, a preocupação imediata foi de prestar socorro médico. O Samu foi acionado para prestar todo o socorro. Inclusive, elas se encontraram agora sob os cuidados médicos”, disse o PM.

Por que o homem tinha o apelido de DJ?

O homem era conhecido por DJ na vizinhança por colocar o som muito alto com a intenção de abafar os gritos de socorro das vítimas.

Como as vítimas viviam e como foram encontradas?

A mulher e os dois filhos viviam em condições sub-humanas, amarradas e sem higiene havia 17 anos. Eles foram encontrados acorrentados.

Em depoimento à polícia, a mulher disse que os três sofriam violência física e psicológica de forma permanente e que eles chegavam a ficar três dias sem comer. A mulher disse que tentou se separar do marido várias vezes e que o homem dizia que ela só sairia de lá morta.

Ela também afirmou que Luiz Antonio Santos Silva nunca permitiu que ela trabalhasse nem que os filhos frequentassem a escola.

Para onde as vítimas foram levadas?

Inicialmente, policiais militares removeram as vítimas para o Hospital Rocha Faria para que recebessem os primeiros cuidados.

Há quanto tempo as vítimas viviam nessa situação?

A mulher e os filhos estavam em cárcere privado havia 17 anos.

O que os vizinhos sabiam?

Moradores contaram que, antes da denúncia anônima que levou a polícia até a casa da família nesta quinta-feira (28), outras denúncias já haviam sido feitas ao posto de saúde do bairro e ao Conselho Tutelar — mas nada adiantavam.

Os vizinhos também relataram que Luiz Antonio costumava jogar fora a comida que recebia de doação para que a mulher e seu filhos não comessem.

O vizinho Sebastião Gomes da Silva disse que conseguiu dar uma fruta para um dos filhos no dia em que a família foi resgatada. “A bichinha pegou a banana e comeu com casca e tudo. Ela estava com muita fome.”

O que autoridades dizem sobre o caso?

O Conselho Tutelar de Guaratiba disse que acompanha o caso há dois anos e que acionou o Ministério Público e polícia, mas nada foi feito até então. O Ministério Público não retornou as solicitações da reportagem até a última atualização deste texto.

 

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