ITAPETINGA: NESTA SEXTA-FEIRA O GOVERNO DO ESTADO ENTREGARÁ BARRACAS PADRONIZADAS PARA OS FEIRANTES NA CENTRAL DE ABASTECIMENTO

Nesta sexta-feira (13.08), às 8h da manhã, a secretaria de Desenvolvimento Rural, do governo do Estado da Bahia, irá entregar para o município de Itapetinga, BARRACAS PARA FEIRANTES da Agricultura Familiar. São barracas padronizadas através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional – CAR.

Para o deputado estadual, Rosemberg Pinto (PT), líder do governo na Assembleia, “esse é mais um investimento de qualidade para os feirantes da Agricultura Familiar em Itapetinga.”

Essa é mais uma ação do governo do estado com a participação do deputado Rosemberg para beneficiar os feirantes. Também ressaltamos o trabalho do diretor-presidente da CAR, Wilson Dias (na imagem junto com Rosemberg e Adroaldo).

A ação é um programa do governo do estado, chamado Viva Feira & Feira Segura. “O governador Rui Costa (PT) quer dotar os mercados das feiras livres do interior de qualidade para que os produtos da Agricultura Familiar cheguem ao mercado com todos os requisitos e os protocolos exigidos para um bom comércio e as boas práticas para que o consumidor possa adquirir seus produtos com segurança”, disse Adroaldo Almeida, coordenador Territorial da CAR, que estará na entrega das barracas.

Fonte/Cidade Acontece

ITAPETINGA: ENCONTRO ENTRE A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, CAPS-AD E IPAM PARA PLANEJAMENTO DE AÇÕES DE REDUÇÃO DE DANOS NO USO ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS

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Na manhã dessa quarta feira, 11 de agosto, se reuniram na Secretaria de Educação, Coordenadores da IPAM (Instituição de Promoção e Amparo ao Menor), Geraldo Trindade (Secretário de Educação), Wildeberg Rodrigues (Coordenador do CAPS-AD) e as psicólogas Francielly Martins e Jéssica Gabriele também do CAPS AD, com o intuito de planejar e implantar o Programa de atenção aos servidores com dependência química e prevenção ao uso abusivo de substâncias psicoativas, incluindo atendimentos para servidores através de ações como palestras, encontros, entrevistas, avaliações e encaminhamentos para serviços de saúde, grupos de apoio e atividades esportivas e culturais.

Segundo a equipe envolvida várias ações de apoio e amparo serão desenvolvidas, como medidas de prevenção e de adequação das condições de trabalho que tenham influência nos problemas relacionados com o consumo de álcool e outras drogas; Identificação dos servidores com problemas relacionados; identificar padrões de consumo de substâncias químicas e outras comorbidades; sensibilizar e capacitar as chefias a identificar os possíveis casos; envolver os familiares no processo de reabilitação e acompanhar o servidor nas etapas do tratamento e encaminhamentos necessários para a sua recuperação.

Ascom/Sec. Educação

PETROBRAS ELEVA PREÇO DA GASOLINA A PARTIR DE QUINTA-FEIRA

Gasolina deve sofrer reajuste de 3,5%

A Associação Brasileira de Importação de Combustíveis (Abicom) informou que a Petrobras deve reajustar o valor da gasolina em 3,5% a partir desta quinta-feira (12). Com isso, o valor do combustível nas refinarias passará para R$2,78, um aumento de R$0,0945.

Esse será o segundo aumento no valor do combustível na gestão de Joaquim Silva e Luna. Nos postos, a gasolina gira em torno de R$5,35. No ano, a gasolina subiu 51% e registra o seu nono aumento desde janeiro.

A Petrobras confirmou a informação no começo da tarde desta quarta-feira (11). Segundo a empresa, o reajuste segue tendências internacional e foi motivada para “garantir que o mercado siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento”.

O presidente da petrolífera contrariou o presidente Jair Bolsonaro e afirmou, no começo do ano, que manteria a política de reajustes no valor dos combustíveis. Em conversa realizada entre os dois na última semana, e confirmada por Bolsonaro, o presidente disse que sugeriu a Silva e Luna a mudança na política de preços. A tentativa foi vista mais uma vez por especialistas como interferência na estatal. Bolsonaro, entretanto, negou a interferência e disse que apenas pretende reduzir os preços dos combustíveis nas bombas, em uma clara mensagem aos caminhoneiros.

A Abicom informou acreditar que o reajuste não interfira nas bombas de combustíveis neste primeiro momento. O impacto deverá acontecer dependendo dos impostos e lucros dos postos.

MIL DIAS DE EXPULSÃO DOS CUBANOS: DESMONTE DO MAIS MÉDICOS FEZ DO BRASIL ALVO FÁCIL NA PANDEMIA

SUS deixou de realizar 43 milhões de atendimentos com médicos cubanos durante a pandemia

Há exatos mil dias, o governo de Cuba anunciou sua saída do programa Mais Médicos alegando “declarações ameaçadoras e depreciativas” de Jair Bolsonaro, recém-eleito presidente da República. Cerca de oito mil médicos voltaram para a ilha caribenha nas semanas seguintes e deixaram descobertas áreas periféricas e vulneráveis do Brasil – justamente aquelas onde a covid-19 se mostrou mais letal.

Lançado em julho de 2013, o Mais Médicos levou 15 mil médicos, a maioria cubanos, a municípios, bairros e distritos sanitários indígenas com déficit de profissionais de saúde. O auge foi em 2016, quando 18 mil médicos garantiam atendimento a quase 63 milhões de pessoas em quatro mil municípios.

Até a chegada dos cubanos, o Brasil tinha mais de 400 municípios sem nenhum médico cadastrado no Sistema Único de Saúde (SUS). Mais de 1,5 mil dependiam de um esquema de rodízio, em que o médico atendia, no máximo, duas vezes por semana. Leia mais…

[…]

EM 1993, BOLSONARO DENUNCIOU FRAUDE EM VOTO IMPRESSO E DEFENDEU APURAÇÃO ELETRÔNICA

Jornal do Brasil de 21 de agosto de 1993 noticia que o então deputado federal de primeiro mandato Jair Bolsonaro (PPR-RJ) participou de um evento no Clube Militar, no Rio de Janeiro, para definir estratégias para a “salvação do Brasil”. Na ocasião, o capitão da reserva defendeu a informatização da apuração dos votos.

:: Voto impresso ameaça a democracia e levanta cortina de fumaça ::

“Esse Congresso está mais do que podre. Estamos votando uma lei eleitoral que não muda nada. Não querem informatizar as apurações pelo TRE. Sabe o que vai acontecer? Os militares terão 30 mil votos e só serão computados 3 mil.”

A notícia foi divulgada mais cedo no site da revista Época e confirmada em uma busca na hemeroteca digital da Biblioteca Nacional, que conta com as edições digitalizadas do Jornal do Brasil.

A urna eletrônica foi utilizada pela primeira vez no Brasil nas eleições de 1994, em caráter de teste. Em 1996, um terço do eleitorado já votou em urnas eletrônicas, que foram utilizadas em 57 cidades com mais de 200 mil habitantes. Em 1998, mais de 50% dos eleitores já votaram por meio do equipamento eletrônico.

A universalização do voto eletrônico ocorreu dois anos mais tarde, na eleição de 2000.

Fonte/Brasil de Fato

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO REALIZA ENCONTRO PREPARATÓRIOS SOBRE O TEMA: EDUCAÇÃO E SAÚDE – IMPACTOS DA COVID E OS CAMINHOS DO CUIDADO

Pode ser um desenho animado de texto que diz "ENCONTROS DE FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO EDUCAÇÃO E SAÚDE: IMPACTOS DA COVID-19 E os CAMINHOS DO CUIDADO DE 16 A 25 DE AGOSTO, NO COLÉGIO JOSÉ MARCOS GUSMÃO itapetinga. ba.gov.br SECRETARIA DE EDUCAÇÃO ITAPETINGA PREFEITURA"

Visando proporcionar um retorno seguro e sustentado dos profissionais da educação municipal às atividades presenciais a Secretaria de Educação de Itapetinga realizará ENCONTROS DE ACOLHIDA, FORMAÇÃO E REFLEXÃO SOBRE COMO LIDAR COM O AMBIENTE DE TRABALHO EM TEMPO DE PANDEMIA. No total serão dez encontros no período de 16 a 25 de agosto, na área livre da Escola José Marcos Gusmão.
Os encontros serão mediados por profissional da saúde e psicólogo especificamente contratados para a necessária ação de preparação técnica e psicológica dos envolvidos, visando a superação dos difíceis momentos que ainda atravessaremos até a normalização completa do cenário educacional mundial.
Os grupos serão divididos por categorias de atividades profissionais correlatas, mantendo o quantitativo biosseguro e facilitando o trabalho dos orientadores, conforme cronograma a seguir:

Data do Encontro Público Alvo
16 de agosto Gestores e coordenadores pedagógicos
17 de agosto Administrativo
18 de agosto Pessoal de Apoio
19 de agosto Motoristas e vigilantes
20 de agosto Merendeiras
23 de agosto Professores da educação infantil
24 de agosto – manhã Professores do ensino fundamental – anos iniciais – Grupo 1
24 de agosto – tarde Professores do ensino fundamental – anos iniciais – Grupo 2
25 de agosto – manhã Professores do ensino fundamental – anos finais e EJA – Grupo 1
25 de agosto – tarde Professores do ensino fundamental – anos finais e EJA – Grupo 2

Fonte/Ascom-SME

ITAPETINGA: FELIZ DIA DOS PAIS! HOMENAGEM DO SINDITATIBA

ITAPETINGA: NOTA DO SINDICATO SINDITATIBA - Cidade Acontece

Notícias

 

Neste domingo celebramos o Dia dos Pais, e nós da Diretoria do SINDITATIBA desejamos que todos aqueles que desempenham esse papel possam estar juntos com sua família, filhos e netos. Curtindo bons momentos. Caminhamos juntos sempre, lado a lado com você trabalhador. 

Prestamos essa homenagem a todos Pais Trabalhadores, Pais biológicos ou de coração, por esta data especial. Que a cada ano sejamos os mestres do amor e da sabedoria daqueles que são importantes para o nosso dia a dia.

O Sinditatiba, Sindicato que representa os servidores do município deseja um domingo de muita paz, alegria e de muita celebração no dia dos Pais!

       Feliz Dia dos Pais!

Nos solidarizamos com todas famílias que perderam entes queridos para a covid-19.

Uma homenagem do Sinditatiba

 

LUTO EM ITAPETINGA: MORRE LÔRO, MORADOR DO BAIRRO CAMACÃ, PAI DO DR. MARCELO GOMES

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Faleceu na manhã desta sexta-feira (06) o senhor Lôro, pai do Médico urologista Marcelo Gomes.

Lôro, como era conhecido carinhosamente por todos, estava internado em uma unidade hospitalar de Vitória da Conquista, realizando tratamento renal.

De acordo informações de pessoas próximas, o estado de saúde dele se agravou nas últimas horas, vindo a óbito nesta manhã. 

Louro, deixa três filhos, além do médico citado acima, também o agente de polícia Civil, André Gomes, José Robério Gomes e netos. A família ainda não informou o horário e nem o local do velório.

O Senhor é refúgio para os oprimidos, uma torre segura na hora da adversidade.
Salmos 9:9

Por Wagner Ribeiro

‘NÃO VAI TER GOLPE NENHUM, É TUDO BLEFE. BOLSONARO É UM BLEFADOR’, DIZ CIENTISTA POLÍTICO

 

Gestão caótica de Bolsonaro prejudica reputação do | Internacional

Para o cientista político Christian Lynch, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ), as reações do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral às ameaças de ruptura democrática feitas pelo presidente Jair Bolsonaro vieram no tempo certo.

“A situação chegou a um ponto de não retorno. Se o TSE fosse fazer algo mais adiante, não daria tempo de haver a possibilidade de um processo de inelegibilidade chegar ao fim É uma questão de time. Eles têm que agir agora e Bolsonaro deu a senha” avalia. “Eles [os ministros] precisavam pressionar agora para ter munição e força.”Na quarta-feira 4, o ministro Alexandre de Moraes acolheu uma notícia-crime encaminhada pelo TSE e abriu uma investigação contra o presidente no STF. Agora, Bolsonaro passa a ser formalmente investigado no âmbito do Inquérito das Fake News.

Em entrevista a CartaCapital, Lynch diz não acreditar que as intimidações presentes nos discursos de Bolsonaro venham a se tornar realidade. Para o professor, tudo faz parte de um cálculo político do mandatário. “Ele não tem condição nenhuma. Para se dar um golpe, o país tem que ser muito pequeno e as instituições muito fracas.

Em 1964, a mídia, o empresariado e partes dos governadores estavam propensos ao golpe. Hoje não se tem nada disso. O poder de Bolsonaro é muito mais fantasmagórico e fictício, inventado por rede social, do que algo real”, pontua. “Bolsonaro é um blefador que precisa da intimidação o tempo inteiro. A ideia de que ele pode dar um golpe é muito importante para intimidar os críticos e inimigos e para fazer crer aos seus eleitores que ele é capaz de dá-lo.

”Lynch classifica o governo de Bolsonaro como “um programa de auditório para ficar fazendo populismo”. “Embaixo [do governo] pode ter qualquer coisa: pode alugar para os militares, para os neoliberais, para o Centrão. Ele aluga para se manter ali em cima fazendo o show dele para capitalizar”, diz.

 “A família Bolsonaro aluga a administração para não cair e fica um programa de auditório do presidente junto com os filhos. Tem a live que eu chamo de Show do Gado, o cercadinho é o Curral do Alvorada, tem o Sabadão Percevejo e o Domingão do Fascistão”, ironiza. “É levar o show ao Planalto.

O Carluxo [o vereador Carlos Bolsonaro] é roteirista, [o senador] Flávio é produtor e o [deputado] Eduardo é o assistente”.

Para o professor, o objetivo principal de Bolsonaro, que nas pesquisas de opinião pública seria derrotado para o ex-presidente Lula, é sair do governo sem ir para a cadeia.

Confira a seguir.

Carta Capital: Como o senhor avalia as reações do STF e do TSE às ameaças de Bolsonaro?

Christian Lynch: Em primeiro lugar, eles não tinham mais opção, pois falta pouco mais de um ano para a eleição e é preciso começar a prepará-la. É evidente que o presidente não está preocupado com a verdade eleitoral. Pelo contrário, essa questão do voto impresso atende a diversas outras demandas, como a ideia de complicar a eleição e desviar o assunto da pandemia, da CPI, da corrupção e das fake news.

 Para evitar tudo isso, os ministros Barroso e Moraes já tinham tentado explicar essa situação aos deputados com o intuito de acabar com essa gracinha golpista.  Eles precisavam pressionar agora para ter munição e força. O TSE, às vésperas de uma eleição, não teria muito poder.

CC : Há condições dele cumprir o que promete?

CL: Tem dois golpes aí, na verdade. Bolsonaro mobiliza, no imaginário reacionário, a ideia clássica da revolução de que o povo vai para a rua e o Exército acompanha o povo. Mas não é esse o golpe que ele pode dar. O golpe viável para ele é comer pelas beiradas, é pressionar. O Judiciário brasileiro, por vários motivos, é o mais poderoso do mundo.

Daí, desarmar esse Poder é um passo fundamental para instituir uma autocracia. Mas o presidente não tem condição nenhuma para isso, pois, para se dar um golpe, o País tem que ser muito pequeno e as instituições muito fracas.

Em 1964, a mídia, o empresariado e partes dos governadores estavam propensos ao golpe. Hoje, não se tem nada disso. O poder de Bolsonaro é muito mais fantasmagórico e fictício do que uma realidade. Não é que os ministros do TSE e do STF acreditem em um golpe, eles estão de saco cheio da palhaçada que está querendo atrapalhar as eleições.

CC: E porque o presidente insiste em nesse discurso?

CL: O Bolsonaro precisa de uma base atualizada e de um inimigo permanente. A carreira dele é toda baseada em antagonizar com alguém que simboliza o comunismo. Ele, ao contrário, simbolizaria o conservadorismo e a liberdade — e espetaculariza de forma violenta, debochada e pública o seu antagonismo.

É um clássico da baixaria fascista dos tempos modernos. Ele tem que ter sempre alguém: ou é o Lula, ou Rodrigo Maia, ou Moro, ou Barroso. Agora, ele está batendo no TSE. A situação chegou a um ponto de não retorno.

Se o TSE fosse fazer algo mais adiante, não daria tempo de haver a possibilidade de um processo de inelegibilidade chegar ao fim. É uma questão de time. Eles têm que agir agora e Bolsonaro deu a senha.

CC: Como o senhor vê o governo? 

CL: A família Bolsonaro aluga a administração para não cair. É um programa de auditório do presidente junto com os filhos. Tem a live que eu chamo de Show do Gado, o cercadinho é o Curral do Alvorada.

 Para fazer o populismo dele, pode ter qualquer coisa: alugar [o governo] para os militares, para os neoliberais, para o Centrão. Ele aluga para se manter ali em cima fazendo o show. Não vai ter golpe nenhum, é tudo blefe.

Bolsonaro é um blefador que precisa da intimidação o tempo inteiro. A ideia de que ele pode dar um golpe é muito importante para intimidar os críticos e inimigos e para fazer crer aos seus eleitores que ele é capaz de dá-lo.

Na extrema-esquerda, o mito que mobilizava era o da revolução, que era a ideia de que o povo soberano por um ato de vontade conseguiria intervir no processo histórico e mudar radicalmente o estado de injustiça social.

 O mito da extrema-direita é a revolução ou golpe militar que vai restaurar um passado mítico de autoritarismo, autoridade e hierarquia. O Bolsonaro precisa o tempo inteiro acenar com o poder que ele teria para dar o golpe. Se ele perder essa credibilidade, se desvaloriza muito diante da base dele.

CC: O senhor escreveu no Twitter que Bolsonaro quer se reeleger para se livrar das punições de seus crimes.  O que acha que acontecerá se ele perder a eleição?

CL: Ele sabe que, se perder a eleição, não tem como ficar no poder. Primeiro, parece que ele não queria ser presidente. Quem quis foram os filhos. Ele estava em uma boa lá, vivendo de xingar e lacrar, e de repente perceberam que a extrema-direita havia ganhado espaço.

Eles aproveitaram uma circunstância muito extraordinária de crise do sistema representativo do Brasil, que houve ali entre 2013 e 2018. Mas eles não tinham nem plano de governo. Se for pensar um pouco, há três anos, o que se tinha na campanha de Bolsonaro? Dois generais de pijama, um ator pornô, o Bolsonaro e três galos de rinha. É por isso que eles alugam esse governo para os outros. 

O cálculo é ficar no poder enquanto puder, mas se não der é usar a Presidência para criar um partido forte para, quando eles saírem, terem de 20% a 25% do eleitorado. Tanto que Bolsonaro só governa para esses 25%, pois quer criar uma espécie de anti-PT e controlar a direita no Brasil.

Se for reparar, a administração dele serve para cabide de emprego e para dar oportunidade para gente muito leal ou servil a ele lacrar e poder se candidatar depois.

A ameaça de golpe de melar a eleição é para ele conseguir negociar as condições de descida do poder. Ou seja, criar mecanismos de dissuasão, do tipo: se me prenderem eu faço a guerra civil, se vierem em cima de mim terá arruaça dos PMs. É a coisa da intimidação permanente.

CC: O bolsonarismo, portanto, é um movimento que fica?

CL: A chance desse movimento diminuir é se houvesse o impeachment, porque o afastamento faria o Mourão romper com o bolsonarismo, o que afastaria o Exército de Bolsonaro.  Caso se separe o Exército de Bolsonaro, ele desaparece, pois perderia o poder das ameaças de golpe.

Continuaria existindo a extrema-direita, mas seria menor. Se o impeachment não acontecer, ele vai continuar a usar as ameaças. O cálculo do Bolsonaro é: como sair dessa sem ir para a cadeia e continuar com as vantagens que levou da Presidência?

BOLSONARO VETA PROJETO DE LEI QUE PROIBIA DESPEJOS NA PANDEMIA

Bolsonaro veta projeto de lei que proibia despejos na pandemia

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou, nesta quarta-feira (4), um projeto de lei que suspendia até o fim do ano o cumprimento de ordens de despejo e remoções forçadas em imóveis urbanos.
 O objetivo da norma era impedir o despejo de inquilinos que ficaram inadimplentes por não terem condições de pagar o aluguel devido à piora de sua situação financeira durante a pandemia de Covid-19.
 O veto foi informado por um comunicado da Secretaria-Geral da Presidência.
 O argumento foi que a proposição daria um “salvo conduto para os ocupantes irregulares de imóveis públicos, frequentemente, com caráter de má fé, que já se arrastam em discussões judiciais por anos”.

“Ademais, ressalta-se que os impedimentos descritos na proposição legislativa poderiam consolidar ocupações existentes, assim como ensejar danos patrimoniais insuscetíveis de reparação, como engorda de praias, construções de muros contenção, edificações, calçadões ou espigões nas áreas de bens de uso comum do povo, ou danos ambientais graves poderiam ser cometidos no período de vigência desta lei”, segue o governo, e nota.

O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional em meados de julho. O Legislativo tem poder de derrubar o veto.

Durante a tramitação, uma versão anterior da proposição chegou a incluir a suspensão de despejos em imóveis rurais. O trecho acabou suprimido após parlamentares argumentarem que isso poderia estimular invasão de terras.

O projeto suspendia até 31 de dezembro de 2021 o cumprimento de medidas judiciais, extrajudiciais ou administrativas que provocassem desocupações ou remoções forçadas coletivas em imóveis urbanos privados ou públicos.

Por causa da pandemia, a proposta proibia ainda a concessão de liminar para desocupação de imóvel urbano nas ações de despejo, desde que o inquilino comprovasse que sua situação econômico-financeira piorou por causa de medidas de enfrentamento à crise sanitária que tenham provocado incapacidade de pagamento do aluguel.

O dispositivo se aplicava a imóveis residenciais com aluguéis até R$ 600 e não residenciais com aluguel até R$ 1.200.

O texto também suspendia até o fim do ano os efeitos de qualquer ato ou decisão emitido desde a entrada em vigor do estado de calamidade pública, em 20 de março de 2020, e até um ano após seu término e que impusesse a desocupação ou remoção forçada coletiva de imóvel usado por trabalhador individual ou por famílias.

A suspensão abrangia execuções de decisões liminares e de sentenças, despejos coletivos promovidos pelo Judiciário, desocupações e remoções feitas pelo poder público, entre outros.

Ao justificar o veto, o governo também alegou que o projeto estaria “em descompasso com o direito fundamental à propriedade” e promoveria “quebras de contrato” pelo Estado. Isso geraria, de acordo com a nota da Secretaria-Geral, aumento no preço dos aluguéis.