SINTERP/BA EMITE NOTA DE REPÚDIO POR AGRESSÃO AO JORNALISTA LUCAS AGUIAR

Logo após informação que o Jornalista Lucas Aguiar, teria sido agredido por um servidor público municipal, o Blog ‘Fala Livre’ em repúdio ao ato contra o jornalista e a Imprensa Regional, reuniu várias postagem e enviou a Diretora Regional do Sinterp, Márcia Aguiar. A representante do Sindicato, colheu algumas informações sobre as agressões e enviou para direção do órgão em Salvador. A agressão ao profissional repercutiu em toda Bahia, e o SINTERP/BA (Sindicato dos Trabalhadores em Rádio,TV e Publicidade do Estado da Bahia) emitiu nota de repúdio.

Confira abaixo a nota na íntegra.

SINTERP/BA – O Sindicato dos Trabalhadores em Rádio, TV e Publicidade da Bahia, vem a público repudiar a agressão sofrida pelo jornalista Lucas Aguiar, que foi agredido fisicamente pelo servidor público Caio Ribas, lotado na Secretaria de Esportes da Prefeitura de Itapetinga, no sudoeste baiano. De acordo com a Tribuna de Itapetinga “Lucas conversava com o treinador da Seleção de Itapetinga, Marcos Correia, quando foi surpreendido pelo servidor público e amigo do técnico de futebol. De acordo com o radialista Thiago Pereira, Caio surgiu por trás e desferiu o murro em Lucas”. Testemunhas relatam que, Correia discutiu com Lucas, após o programa Aos 45 do Segundo Tempo, apresentado por Lucas e Thiago na Rádio Cidade FM, onde os mesmos criticaram o treinador por ter estimulado o elenco da seleção a fazer greve por salário.

É muito preocupante que profissionais da comunicação, a exemplo dos radialistas e jornalistas, em pleno século XXI continuem sendo vítimas das barbáries do ódio por pessoas públicas, a pura demonstração do despreparo de um servidor, que tem sob responsabilidade representar seu povo, até porque são pessoas contratadas através dos recursos públicos do município. Em respeito à liberdade expressão e a todos os profissionais da comunicação de um modo geral repudiamos e lamentamos o incidente, aguardando respostas por parte dos responsáveis da Prefeitura de Itapetinga.

Segundo dados do último relatório violência da FENAJ de 2017, o Brasil continua a ser um país violento para o exercício do Jornalismo, ainda que o número de casos de agressões tenha diminuído em 2017, em comparação com o ano de 2016. No Nordeste do país ocorreram, em 2017, 22 casos de agressões contra jornalistas (22,22%), colocando a região como a segunda mais violenta para o exercício da profissão. É preciso se atentar ao papel social dos jornalistas e comunicadores, agressão física com certeza não é a maneira mais adequada de se posicionar, a criação de contra narrativas deve sempre respeitar a integridade física dos profissionais.

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