ITAPETINGA: O CICLO DE CRISES ECONÔMICAS NA REGIÃO AGROPASTORIL DO MÉDIO RIO PARDO

Após 16 anos de emancipação política a cidade de Itapetinga conheceu sua primeira crise na pecuária de corte, e os fatores foram vários. Depois de um longo ciclo do desenvolvimento da pecuária extensiva e de corte que culminaria em menos de 3 décadas, com a emancipação política do vilarejo que veio a se chamar Itapetinga.

Já em 1969 devido a várias dificuldades, dentre elas: dificuldade de escoar o gado, febre aftosa e preços competitivos em outros praças, os governos Federal e Estadual tiveram que intervir na crise, e instala em Itapetinga a leite Glória do Nordeste SA e o Banco do Nordeste somando, assim, forças com o já existente Banco do Brasil com a finalidade de incentivar os pecuaristas a investirem na nova bacia leiteira, fazendo com que a pecuária mista de corte e de leite desenvolvessem o comércio, o que ocasionou interferência direta no crescimento da cidade surgindo nessa época bairros como a Vila Izabel, primavera e São Francisco. Leia mais…


Já sua segunda crise econômica surge no inicio da década de 80, nesse caso os fatores foram outros: o desenvolvimento de novas técnicas e tecnologia no agronegócio, as longas estiagens e o pouco investimento dos pecuarista. Mesmo assim o governo do estado não se exime e aqui instala um matadouro frigorifico – o antigo Mafrip 1984.

Nesse período Itapetinga era oposição ao governo estadual, ficando assim sem receber outros tipos de empreendimento do governo tendo que recorrer e administrar em convênio com o povo, expandindo o saneamento básico, construção de escola e urbanização das vias. Nesse meio tempo só é contemplado com um investimento federal, o colégio CAIC.
O auge da crise se estabelece e tem seu pior período entre 1994 a 1995.
Em 1996 um grupo politico que no final da década de 80, pregava a diversificação da economia comanda o destino da cidade e ganha do governo um parque industrial e recebe um montante de quase R$ 5 bilhões através de suas novas industrias: Azaleia, a fábrica de bicicleta e Deklatex gerando cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos. O resultado desse empreendimento gera não só crescimento populacional mas uma considerável elevação do PIB e IDH pondo fim ao ciclo da monocultura.
Depois de 20 anos Itapetinga conhece sua 4° crise só que, com uma diferença, não há mais a dependência da pecuária, hoje, em decadência.
Porém tem um polo industrial forte e um comercio que cresce sobretudo na periferia.
Hoje Itapetinga é a 27° cidade mais populosa da Bahia e a 36° em PIB (produto interno bruto), 29° em IDH (índice de desenvolvimento humano) do estado, ou seja, uma importante cidade, que de certa forma está sendo esquecida pelo governo.
Com a palavra as lideranças políticas de Itapetinga e região do médio sudoeste!?
De um lado vemos o protagonismo político de Paulo Souto versus o antagonismo político de Rui Costa, e nesse meio, Itapetinga e região.

Por Dr Marcelo Gomes

médico urologista e analista político.

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