DEPUTADO DO PREFEITO RODRIGO HAGGE É UM DOS DEFENSORES DOS IRMÃOS VIEIRA LIMA

Os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima não podem ser descartados do mapa político na Bahia, apesar de boa parte das análises após a prisão do ex-ministro sinalizar esse caminho. Geddel, que é presidente licenciado do PMDB da Bahia, é considerado onipresente dentro da direção regional da sigla e, qualquer movimento para trocar o comando, passaria pelo aval dele e do irmão, que dirige o partido em Salvador e é uma iminência perda do ex-ministro, preso desde a última sexta-feira (8).

Com Geddel preso e Lúcio sob a mira do Supremo Tribunal Federal (STF), que pode a qualquer momento autorizar a inclusão dele no inquérito para investigar o “bunker” com R$ 51 milhões, o PMDB da Bahia precisa, segundo interlocutores da própria legenda, passar por um processo de renovação. No entanto, qualquer mudança sem a anuência deles poderia causar estragos ainda maiores. Se as alterações forem impostas pela direção nacional, a exemplo da tentativa do deputado federal Antônio Imbassahy migrar para assumir o controle do PMDB na Bahia, Geddel e Lúcio perderiam a tendência de fidelidade ao grupo político de Michel Temer e poderiam, via colaboração, implodir o governo de maneira mais dramática do que outros escândalos deflagrados pela Operação Lava Jato. Se houver uma articulação dentro do próprio estado, a tese de que uma pessoa longe de qualquer vinculação com os irmãos Vieira Lima assuma é que tem ganhado força.CONFLITO DE TERRAS TERÁ MEDIAÇÃO DO VICE-PRESIDENTE DA ...

O presidente interino, deputado estadual Pedro Tavares, é avaliado como muito próximo da dupla e, caso não assuma o ônus de tentar desvencilhar o PMDB do escândalo do bunker, não terá apoio maciço dos demais integrantes do partido. Ainda assim, até o momento, é forte a tentativa de fortalecer Tavares para concluir o mandato da direção, apenas para evitar grandes desgastes com Lúcio. Com a condição de afastamento gradual da imagem dos Vieira Lima para que, aos poucos, a imagem personalista dada pelos irmãos fuja do diretório local da legenda, o presidente interino conseguiria permanecer no comando. Caso não seja viável, não está descartada a debandada de peemedebistas que atualmente compõem o núcleo que defende uma renovação das lideranças estaduais. Até que o imbróglio se resolva, todavia, o PMDB seguirá acéfalo e aquém do que já fora no passado. Este texto integra o comentário desta sexta-feira (15) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM e Clube FM.

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