
Os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima não podem ser descartados do mapa político na Bahia, apesar de boa parte das análises após a prisão do ex-ministro sinalizar esse caminho. Geddel, que é presidente licenciado do PMDB da Bahia, é considerado onipresente dentro da direção regional da sigla e, qualquer movimento para trocar o comando, passaria pelo aval dele e do irmão, que dirige o partido em Salvador e é uma iminência perda do ex-ministro, preso desde a última sexta-feira (8).
Com Geddel preso e Lúcio sob a mira do Supremo Tribunal Federal (STF), que pode a qualquer momento autorizar a inclusão dele no inquérito para investigar o “bunker” com R$ 51 milhões, o PMDB da Bahia precisa, segundo interlocutores da própria legenda, passar por um processo de renovação. No entanto, qualquer mudança sem a anuência deles poderia causar estragos ainda maiores. Se as alterações forem impostas pela direção nacional, a exemplo da tentativa do deputado federal Antônio Imbassahy migrar para assumir o controle do PMDB na Bahia, Geddel e Lúcio perderiam a tendência de fidelidade ao grupo político de Michel Temer e poderiam, via colaboração, implodir o governo de maneira mais dramática do que outros escândalos deflagrados pela Operação Lava Jato. Se houver uma articulação dentro do próprio estado, a tese de que uma pessoa longe de qualquer vinculação com os irmãos Vieira Lima assuma é que tem ganhado força.




ISTO É UMA VERGONHA PREFEITO.